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Sem-abrigos em Lisboa
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Sem-abrigos em Lisboa

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Sem-abrigos em Lisboa 31 Maio 2013 04:51 #6299

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A minha opinião sobre esta noticia:

www.ionline.pt/artigos/portugal/roseta-c...a-rua-aos-sem-abrigo

A noticia de que a vereadora da Camara Municipal de Lisboa, Helena Roseta se opõe à forma como é feita a distribuição de comida aos sem-abrigo, provoca controversas e opiniões diversas.
Eu mesma, reagi inicialmente de uma forma que fui meditando, questionando e acabei por compreender que a vereadora do Desenvolvimento Social da CML, tem toda a razão.

Entregar comida diariamente não é uma atitude merecedora de uma critica destrutiva, esta pode ser feita de uma forma mais digna para o sem-abrigo e de uma promoção de valorização do próprio.
Talvez a expressão de Helena Roseta seja tão direta que acaba por ferir susceptibilidades aos mais sensíveis "Toda a gente se oferece para voluntariar e ir para a rua distribuir comida aos sem-abrigo, como se fossem dar milho aos pombos”. Desvalorizando quem dá o seu tempo aos outros de forma gratuita e que em atos discretos retiram alguns sem-abrigo da rua.

É certo que a Vereadora tem razão quando diz que esta forma de ação não tem condições, nem dignidade, e a defesa da mesma em mobilizar associações locais para providenciar refeições aos sem-abrigo da cidade de Lisboa.

Referenciando uma delas que promove jantares comunitários de duas em duas semanas, e numa primeira reação à leitura deste texto dei por mim com uma meditação que foi: De duas em duas semanas...isso não combate a fome diária... e com esta meditação, cheguei ao consenso que possivelmente a vereadora com mais experiência que eu, ajustou: Com tantas associações existentes na Cidade de Lisboa, se cada uma promover uma refeição em dias diferentes e em gestão paralela e de parcerias, todos os dias serão servidos refeições comunitárias.

O aumento desta população sem abrigo tem vindo a aumentar, conforme a vereadora refere no seu discurso, daí a importância de um levantamento preciso de quantos são, quais as suas condições físicas e mentais.
E com estes dados, podem ser estruturados instalações sociais de forma a combater os que vivem na rua sem condições dignas para a dignidade do individuo, tal como referido pela vereadora, utilizar as instalações do INATEL na Infante Santo em hotel social e a renovação dos albergues existentes.

Importante também é a ideia da criação de uma unidade de atendimento a sem-abrigo no Cais do Sodré, conforme refere a vereadora, em que várias entidades irão procurar ajudar o sem-abrigo na sua identidade, na procura de trabalho, saúde e documentação.

Toda esta noticia não promove de forma nenhuma a ação das instituições que trabalham diariamente na rua com os sem-abrigo, mas contém uma mudança de mentalidade que já existe noutros países da Europa, em que os sem-abrigos são apoiados , dando-lhes condições s de higiene e segurança, com capacidade de projetos direcionados para os sem-abrigo, conforme as suas condições e promovendo a responsabilidade cívica e dinâmica do sem-abrigo.

Ao inicio de ver este género de espaços (locais) em países europeus, chocou-me. Pensei que se criavam espaços para marginalizados, mas depressa percebi que era a forma de os tirar da rua e lhes dar um pouco de dignidade e condições para a promoção do individuo enquanto agente de uma sociedade.

A responsabilização de pequenas ações cívicas dadas aos sem-abrigo, promove neles um ato de valorização da sociedade sobre ele, o que o torna um individuo utilitário e que conduz a que sejam criados objetivos futuros de ele próprio (mesmo pequeno que seja à vista dos outros).
Anexos:
O amor, é o que me move!
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Re: Sem-abrigos em Lisboa 01 Jun 2013 16:13 #6302

  • zeka47
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Quem como eu tiver lido todo o artigo de Helena Roseta não pode deixar de estar de acordo e a polémica que suscitou provavelmente até foi calculada por ela.Actualmente há milhares de pessoas a cair na rua que não têm nada a ver com os habituais dependentes de drogas e alcool ou até os que preferem essa vida,é um drama a que as autoridades e instituições do país têm o dever de resolver pois para isso pagamos tantos impostos.Cair numa situação dessas é infelizmente muito fácil,sair dela depois é que nem sequer consigo imaginar,pelo menos tendo em conta os poucos auxílios existentes.Há imensas casas da CML desabitadas e a degradarem-se onde essas pessoas poderiam ser acolhidas e terem assim um mínimo de condições e de dignidade,todavia o seu presidente prefere acções de folclore na baixa de Lisboa.Não critico por criticar e até posso dar um exemplo;onde moro,Campo de Ourique,existe um lar para idosos pertença da CML,feito de raiz e pronto há mais de 7 anos mas...entaipado e segundo consta,os amigos do alheio já o visitaram diversas vezes e levaram todo o seu equipamento.Outro caso também perto deste é numa habitação degradada da CML,foram feitas umas "obritas"pela câmara indo para lá morar um jovem casal,frequentemente visitado pelo motorista de um mercedes que lhes leva provisões.Isto pouca importância teria não fosse o que se está a passar com estes novos "sem abrigo",que em nada contribuiram para a situação que estão a viver mas que é preciso denunciar.
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